O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger | Uma história de um adolescente contada por ele mesmo…

Rapaz, vou tentar escrever aqui sobre este livrinho. Não daquele jeito fajuto que às vezes encontramos por aí. Não, assim não. Mas de um jeito legal pacas, bem joia mesmo. Assim, a história é de um tal de Caulfield, o primeiro nome sempre esqueço. Ah, lembrei, é Holden! Pois é, esse carinha aí, um sujeitinho diferente, parece que vive nas escolas. Fica contando o tempo todo o que aconteceu com ele no tempo que estudava e ia mal em tudo, Só mesmo no Inglês se dava um pouco melhor. Bem, ele fala também de seus amigos de quarto, cada maluco que dói só de lembrar! Pelamordedeus! Cada sujeitinho esquisito, um implicante, outro brigão, e algum deles sempre se dava bem com as mulheres. Ah, sim, tá aí outra coisa que sempre aparece na história. Holden lembra daquelas com quem já saiu, pelo menos uma vez. E volta e meia ele cai nesses romancinhos baratos. Mas é um relato legal, pode confiar. Enfim, falei, falei e não falei do que se trata a real desta narrativa. Bem, é isso mesmo. Caulfield não é bom aluno, como já disse. Detesto ficar repetitivo, mas enfim, escrever não é mole. Então ele é meio que expulso da escola que está no momento. A partir daí, ele vai contando seus passos desde que recebe a notícia. Resolve voltar pra casa mais cedo. Ah, lembrei! É próximo do Natal. E ele sai do alojamento e volta pra Nova York, onde moram seus pais e irmã. Tai outra coisa que acontece, Holden fala bastante dos irmãos, daquele que é escritor e foi pra Hollywood, do outro que, deixa pra lá. Não vou dar este spoiler aqui. E tem a irmãzinha querida, a Phoebe. Bem, retornando, ele volta pra sua casa, mas como não quer que os pais fiquem sabendo que foi reprovado em quase tudo, se hospeda em algum hotelzinho chinfrim, destas pocilgas mesmo, antes de dar as caras em casa. E daí rola mais histórias engraçadas. Fora os papos de maluco com os taxistas. As veze pensam que Caulfield é meio retardado, sabe? Também, cada papo! Querendo saber pra onde vão os patos do lago do parque no inverno… e você, acharia o quê dele? Vou parar por aqui, já contei mais do que devia sobre esta história. Mas se chegou até aqui, bem, eu avisei que não ia ser uma resenha cafona, mas que ia ser joia! Não achou?

Pessoal, desculpe se não gostaram do texto ou se isso não é bem uma resenha. O fato é que não resisti em escrever meio que um resumo da história aos modos de escrita do autor. Quem sabe assim você não se interessa pela leitura? Afinal, um livro tão famoso como esse merece ser lido, não? Divirtam-se com essa figura de personagem que é Holden Caulfield! Pois eu me diverti, e muito!


Diga alguma coisa que você queria ser.

Enfim, eu fico imaginando um monte de criancinhas brincando de alguma coisa num campo imenso de centeio e tal. Milhares de criancinhas, e ninguém está por ali – ninguém adulto, assim – fora eu. E eu estou parado na borda de um penhasco maluco. O que eu tenho que fazer é que eu tenho que pegar todo mundo se eles forem cair do penhasco – quer dizer, se eles estiverem correndo e não olharem pra onde vão eu tenho que aparecer de algum lugar e apanhar eles. Era a única coisa que eu ia fazer o dia todo. Eu ia ser o apanhador no campo de centeio e tal. Eu sei que é doido, mas é a única coisa que eu queria ser de verdade. Eu sei que é doido.

Publicado por o.resenheiro

Engenheiro de formação que descobriu na leitura uma paixão. Muito mais do que prazer, ler desperta a busca pelo auto conhecimento, proporciona se colocar no lugar do outro, viajar para lugares nunca antes imaginados.

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