
Gente, vocês precisam ler este livro!
Existem diversas maneiras de se contar uma história. E essa apresentada pelo autor é uma delas. Diferente, poético e com prosa ao mesmo tempo, cheio de medidas precisas e com exatidão em um mundo nada mensurável como o nosso…
Porque temos que comprar um poeta, tal e qual se vai no pet shop e se adota um gato ou um cachorro? A valorização e utilidade da arte é questionada de quando em quando neste libreto. Para que ela nos serve de fato? Traz algum lucro ou recompensa? Afinal, somos materialistas e consumistas, sempre queremos algo valioso em troca.
Assim vamos lendo e relendo as passagens, suaves e bem humoradas, com diálogos tranquilos e as vezes exasperado, entre um pai que não entende esse poeta adotado: “Já para o quarto!”, e ou entre filhos, irmãos, pai e mãe, uma família a quatro onde entra mais um, o poeta, para completar o quadro.
O vate, ou poeta, insiste em viver entre eles, declamando suas pequenas falas em rimas, irritando um e alegrando outro. Vive em seu canto debaixo da escada, o “quarto”, onde até pintou uma frase simulando uma janela para o mar. Quanta inutilidade… francamente!
Precisa ter hipérboles, rimas, aliterações e comparações, como cita a menina que pede ao pai o seu poeta, em uma das passagens do livro? Não necessariamente… basta ter uma boa história pra contar, uma boa ideia pra irrigar, até que surja este conto em forma de capítulos cheio de palavras em forma de versos pra se pensar. Vale comprar um poeta? Não sei, mas este livro eu sei que vale, e muito!
Francamente…
