
Uma história repleta de magia envolvendo a casta religiosa e suas atitudes, em um ambiente onde os escravos são tratados como inumanos, os descendentes de nobres exercem seus privilégios ou pelo menos tentam.
Uma história onde o amor e o demônio se confunde na filha do marquês, que após ser mordida por um cão dominado pela raiva, espera-se que tenha o mesmo destino.
Mas quando o bispo e o padre entram na história e tentam salvar a menina desta suposta possessão, muitas vezes confundida com os sintomas da raiva, não se esperava que o padre fosse tomado por outras emoções que não o amor.
Com muitas descrições deste ambiente de época, dá pra sentir a imundície sempre presente, tanto nas ruas e dentro das casas, como nos monumentos eclesiásticos. De conventos e igrejas, freiras e abadessa, a narrativa vai do amor aos demônios, temática dominante e que dá nome ao livro.
Vale muito a leitura e, sendo um livro razoavelmente curto, considero um bom começo para quem ainda não leu nenhuma obra de Gabriel García Márquez antes de se aventurar por outras mais famosas como “Cem Anos de Solidão” e “O Amor nos Tempos do Cólera”.
