Desonra, por J. M. Coetzee | Vivenciando a desonra como ela é!

Um professor de literatura de uma universidade na Cidade do Cabo acaba se envolvendo com uma de suas alunas, assim como já se relacionou com diversas outras mulheres. Divorciado de seu segundo casamento, David Lurie ainda é um mulherengo, apesar de seus mais de cinquenta anos.

Quando a situação vêm a público, ele não pretende de forma alguma se arrepender do que fez, embora se assuma totalmente culpado. Mas isso não é o que todos querem ouvir, os outros professores, diretores, alunos e meros expectadores. A sociedade quer mais, quer vê-lo se redimir, se curvar, mostrar essa sua dor.

Infelizmente, Lurie não é esse tipo de pessoa. Ela jamais vai se humilhar perante os outros. Teimoso como uma mula e sabendo disso, acha-se já velho demais pra mudar suas atitudes e pontos de vista, estando eles certos ou errados.

Destituído de seu cargo, resolve visitar a sua única filha, Lucy, de seu primeiro casamento. Ela mora em uma propriedade rural em outra cidade da África do Sul. Mas David não imagina o que lhe espera nesta temporada no campo.

Um livro cheio de surpresas com uma linguagem precisa e frases diretas. Já tinha gostado de outro livro do mesmo autor – “Infância: Cenas da vida na província”, mas gostei deste mais ainda, principalmente pelo tema envolvendo desonra, injustiça e arrependimento, e pela forma como o autor desenvolve a história. Sua escrita tem algo de peculiar que agrada e choca ao mesmo tempo. Recomendo muito a leitura!

Publicado por o.resenheiro

Engenheiro de formação que descobriu na leitura uma paixão. Muito mais do que prazer, ler desperta a busca pelo auto conhecimento, proporciona se colocar no lugar do outro, viajar para lugares nunca antes imaginados.

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