
Escrito no século XIX, a história sobre um homem que chega em uma pequena cidade e aluga um quarto em uma pensão começa a ganhar forma quando o autor descreve este bizarro hóspede. Todo coberto de roupas, capote, chapéu, óculos e faixas em torno do rosto tentam esconder o seu segredo.
Os diversos tipos habitantes da vila, de ferreiros, cocheiros, donos de bares e tabacarias, questionam qual seria o paradeiro daquele forasteiro. Teria sofrido um terrível acidente e por isso não queria mostrar seu rosto bem como nada de seu corpo?
Além de arrogante, petulante e mordaz com todos que o questionam, o homem invisível vai se mostrando uma pessoa ruim e amarga. Fatos de certa forma engraçados são descritos em detalhes pelo autor, e a história ganha um ritmo de perseguição implacável atrás deste homem, que acaba revelando não somente o seu segredo, mas como a invisibilidade é capaz de transformar uma pessoa, tornando-a capaz de realizar atos antes impensáveis a um cientista de formação.
Quando pensamos como seria fantástico ser possível se tornar invisível, deixamos de lado diversos detalhes que podem deixar este dom um verdadeiro pesadelo, como ter que andar nu perante o frio e descalço sobre pedregulhos…
Para quem gosta de temas fantasiosos, esse clássico de H. G. Wells pode vir bem a calhar!
